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Patrícia Lobo

The Bibliophile Club | Amor, coragem e esperança

05.03.19 | Patrícia Lobo

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Se a minha primeira participação no The Bibliophile Club foi desastrosa, a segunda não poderia ter sido melhor! O tema de Fevereiro foi ROMANCE. Como vos disse aqui, decidi arriscar e ler dois livros. Primeiro, li O Tatuador de Auschwitz e, já no final do mês, terminei Nunca Me Esqueças.

 

Sem me aperceber, escolhi dois livros muito semelhantes. Duas histórias verídicas; duas pessoas sofridas, mas de uma coragem inabalável. A verdade, é que foram dois romances que me deixaram revoltada, porque relatam muitas cenas de actos desumanos.

 

Nunca Me Esqueças

 

Este livro é um romance histórico baseado na história verídica de vida de Mary Broad, filha de pescadores da Cornualha, Inglaterra, que é condenada por roubar um chapéu e, por conseguinte, deportada para a Austrália em 1786. Juntamente com outros prisioneiros, Mary passa dias tormentosos até à sua chegada em Botany Bay. Mas os terrores não ficam por aí...


Li o Nunca Me Esqueças pela primeira vez em 2011. Apesar de já não me lembrar de muitos dos pormenores da história, recordava-me de que este livro era, na altura, o meu romance favorito. Em 2019, continua a sê-lo, sem dúvida.

O engraçado é que, de romance, este livro tem muito menos do que se espera. Conhecemos em cada página uma Mary lutadora e corajosa, que não se deixa abater pelas atrocidades que a vida lhe proporciona. A autora, Lesley Pearse, descreve de uma forma bastante realista, por um lado, as condições de vida degradantes dos prisioneiros e, por outro, as atitudes e pensamentos de Mary e é de chorar, a sério. Perdi a conta das vezes que as lágrimas me vieram aos olhos.
Voltei a dar cinco estrelas no Goodreads.


O Tatuador de Auschwitz

 

Este livro é baseado na história de amor de Lale, tatuador de outros prisioneiros como ele, em Auschwitz, e a sua Gita. Lale chega em Abril de 1942 ao campo de concentração de Auschwitz e, depois de algumas circunstâncias desagradáveis, torna-se o tatuador principal dos prisioneiros que ali chegam. É em Junho do mesmo ano que Lale tem de tatuar o braço de Gita. É amor à primeira vista e a história desenrola-se bastante a partir daí. O principal objectivo de Lale é a sua sobrevivência e a de Gita, custe o que lhe custar.

 

O Tatuador de Auschwitz é o resultado de uma série de entrevistas que a autora, Heather Morris, fez a Ludwig (Lale) Sokolov, durante anos. E que bom resultado! Mais uma vez, a descrição dos horrores vividos pelos prisioneiros deixaram-me sem palavras. No entanto, o sentimento de esperança que este livro transmitiu, foi superior a tudo o resto. "Se acordamos de manhã, já é um bom dia." - Lale.

Dei quatro estrelas no Goodreads.

 

Já leram algum destes livros? O que acharam? Para quem ainda não leu e está interessado em chorar um pouco, pode comprá-los aqui:

Nunca Me Esqueças, Lesley Pearse *

O Tatuador de Auschwitz, Heather Morris *

* Este blog é agora afiliado da Wook.

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