Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Patrícia Lobo

Sobre livros, projetos de leitura e outras coisas da vida

Patrícia Lobo

Sobre livros, projetos de leitura e outras coisas da vida

Leituras de Abril

30.03.19, Patrícia Lobo

nicole-honeywill-1221926-unsplash.jpg

Fonte

 

O mês de Março foi bastante calmo ao nível de leituras. Só não consegui terminar o quarto livro de Harry Potter, como vos tinha falado aqui. E nem sequer o comecei. Portanto, o Projecto Accio ficou em stand by durante este mês. No entanto, tenho planos para voltar ao mundo mágico de Potter já esta semana.

 

Por outro lado, tenho sido fiel ao The Bibliophile Club. Li o God Help The Child, da Toni Morrison. Em Abril, o tema será Thriller e Mistérios. Confesso que, apesar de ser uma categoria da qual tenho bastante interesse, não costumo ler muitos livros dentro do tema. Mas sempre que leio fico agarrada à história.

Este mês vou aproveitar para ler o Tríptico*, da Karin Slaughter, porque li uma crítica bastante positiva de uma antiga colega de escola, que sigo no instagram e tem uma conta maravilhosa, e fiquei curiosa.

 

Desta vez e para o resto do mês, não tenho mais planos de leituras, nem participações em mais algum clube. Vou apenas terminar Freddie Mercury: A Biografia Definitiva* e venha o que vier.

 

* Este blog é agora afiliado da Wook.

The Bibliophile Club | Um livro escrito por Toni Morrison

21.03.19, Patrícia Lobo

photo (1).jpg

 

Livros escritos por mulheres ou sobre mulheres. Foi esta a categoria do mês de Março para o The Bibliophile Club. Decidi ler God Help The Child, da Toni Morrison - um livro que já tinha começado a ler, há uns bons meses atrás, mas que nunca mais acabei. Foi a oportunidade perfeita!

 

A protagonista deste livro é Lula Ann Bridewell, ou Bride, como é conhecida por todos. É uma jovem mulher, bem sucedida na vida profissional mas, na vida pessoal, nem tanto assim. Desde que nasceu, Bride sente na pele a rejeição, exactamente por causa do seu tom de pele. O pai abandonou-a e à sua mãe logo depois de ela nascer, alegando adultério, pois Bride era muito mais negra que os seus pais. Como se não bastasse, a sua mãe sempre a tratou com demasiada frieza, ao ponto de ter ensinado Bride a chamá-la de Sweetness, em vez de mãe. 

Ao longo do livro vamos navegando um pouco entre o presente e o passado da vida de Bride, e de outras personagens, compreendo os efeitos dos traumas vividos durante a infância já numa fase adulta das suas vidas.

 

Toni Morrison escreveu uma história sobre racismo, mas não só. É também sobre amor e sobre como seguir em frente, face a tantas dificuldades.

 

Apesar deste romance me ter cativado bastante, dei apenas 3 estrelas no Goodreads. Achei algumas partes do livro um pouco confusas ou que aconteceram depressa demais. Senti que a autora poderia ter desenvolvido mais as personagens à volta de Bride e da sua história. Soube a pouco.

 

Sobre a autora

Toni Morrison é conhecida pelos seus romances fortes, baseados nos problemas vividos pela população negra nos Estados Unidos da América, focando-se na situação das mulheres. Romances estes que já lhe valeram, em 1993 (ano em que nasci!), o prémio Nobel da Literatura, e em 2012, a Medalha Presidencial da Liberdade, maior condecoração civil dos Estados Unidos da América, concedida pelo Presidente Barack Obama; entre muitos outros.

 

Para quem ainda não leu e está interessado, pode comprar o livro aqui:

God Help The Child, Toni Morrison *

* Este blog é agora afiliado da Wook.

Share The Meal | Combater a fome mundial

18.03.19, Patrícia Lobo

larm-rmah-216854-unsplash.jpg

Fonte

 

E se conseguisses alimentar uma criança, um dia inteiro, através de um clique? E se eu te disser que por 40 cêntimos fazes o que acabei de te perguntar? Share The Meal é o nome de uma aplicação solidária desenvolvida para combater a fome mundial - iniciativa do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (United Nations World Food Programme).

 

Porquê a fome?

815 milhões de pessoas em todo o mundo não têm comida suficiente para levarem uma vida saudável e ativa. Desde 1990, o número de pessoas que sofrem de fome foi reduzido em 216 milhões. Mas a fome continua a matar mais pessoas todos os anos do que o SIDA, a malária e a tuberculose combinados. Pretendemos mudar isso tão rapidamente quanto possível. A fome é o problema existente com maior solução: alimentar 1 criança durante 1 dia inteiro custa apenas € 0,40. (Fonte)

 

Esta aplicação, que está disponível para Android e iOS, permite-te escolher a causa pela qual queres doar, ou seja, podes especificamente ajudar crianças da Palestina, partilhar refeições para escolas no Líbano ou, simplesmente, doar para alimentar crianças em todo o mundo, onde estarás a contribuir para as situações mais críticas a nível global.

 

Aconselho a que passem pelo site oficial da aplicação, em português, onde podem ler e obter muitas mais informações sobre esta iniciativa tão maravilhosa! Na própria aplicação também encontram toda a informação. Já estão com o telemóvel na mão?

 

Quanto à minha experiência pessoal, posso dizer-vos que doei apenas uma vez, no final do ano passado. Mas hoje, recebi um e-mail que me fez relembrar o quão bom é ajudar o próximo. Naquela altura, doei 12 euros. Sabiam que com 12 euros ajudei uma criança a ser alimentada durante um mês inteiro? O que é isso a menos na minha carteira? Menos um livro comprado naquele mês? Foda-se, que seja! Já voaram mais 12 e alguém vai andar de barriguinha cheia!

Uma Mãe, duas Avós

16.03.19, Patrícia Lobo

annie-spratt-261989-unsplash.jpg

Fonte

 

O Dia da Mulher já lá vai, mas as Mulheres da minha vida estão comigo todos os dias. E todos os dias me sinto grata por as ter - ou ter tido - na minha vida. Hoje, quero falar-vos sobre uma mãe e duas avós.

 

Avó Geninha

 

Nasceu nos anos 30, na aldeia que me viu crescer. Já viveu muitas primaveras. Umas mais coloridas que outras. Com poucos anos de idade, foi viver para Lisboa com os padrinhos, pois os seus pais não tinham dinheiro para sustentá-la a ela e aos três irmãos. Estudou até, ao que era na altura, a sexta classe. Casou nova com o meu avô Alfredo e tiveram três filhos. O meu pai é o mais lindo deles todos, claro. Mas a vida pregou-lhe uma partida. O meu avô faleceu com cerca de 40 anos. Uma vida pela frente e três filhos para criar... sozinha. Foi e é uma mulher de garra.

Hoje em dia, os ossos já não a perdoam, mas anda sempre de um lado para o outro com o seu tablet atrás, cheio de jogos. É a avó que vai ler notícias na Internet e ver vídeos de tricot no Youtube. É verídico. É a avó do século XXI. E é minha!

 

Avó Dina

 

Nasceu nos anos 40, e viveu durante muitos anos em Oeiras. Namorou com o meu avô à janela, como se vê nos filmes antigos, e casaram-se depois de ele voltar do Ultramar. Tiveram dois filhos: a minha mãe e o meu padrinho. Foi a avó com quem eu passei grande parte da minha infância. Foi com ela e com o meu avô que vivi enquanto estive na faculdade. Foi com ela que passei maior parte da minha vida. Mas ninguém é eterno.

Lutou contra um cancro da mama durante quatro anos. E durante esses quatro anos não a vi baixar os braços. Era mais teimosa que a família toda junta. Acabou por falecer em 2015 e a sua perda foi a maior dor que eu já senti em toda a minha vida. Recordo-me dela como a avó que adorava futebol e o Benfica. Não perdia um jogo e, se não desse na televisão, ligava o rádio para ouvir o relato. Era a avó que fazia a melhor sopa da pedra do mundo. Era a avó que jogava Buzz todos os Natais. Tenho saudades dela...

 

Mãe

 

É a mãe que me liga para saber se eu já comi ou que manda mensagem para saber se eu já cheguei a casa. É a mãe que fala sozinha e relata todos os movimentos que faz (o que, por um lado, é hilariante, mas por outro, super irritante!). É a mãe que veio viver para uma aldeia, para dar uma vida mais segura às filhas. É a mãe que deixa de comprar coisas para ela, para poder dar às filhas. É a mãe que num segundo ralha comigo e no outro está a dar-me abraçinhos. É a mãe que é igual à avó Dina. Excelente cozinheira e muito teimosa.

Sinto que, às vezes, não lhe dou tanta atenção como ela merece. Reconheço o seu valor, mas nem sempre o demonstro. É a mulher mais bonita e a mãe que eu não trocava por nada neste mundo!

 

Desafio do mês de Março para o The Bibliophile Club.

Filmes | Bohemian Rhapsody, finalmente!

14.03.19, Patrícia Lobo

36620013srgb.jpg

Fonte

 

Farrokh Bulsara queria ser o que todos nós queremos ser. Farrokh Bulsara queria ser ele próprio. Farrokh Bulsara não desistiu. Farrokh Bulsara renasceu como Freddie Mercury.

 

Vi, finalmente, o Bohemian Rhapsody! Eu sei, já venho atrasada e, provavelmente, já leram umas mil opiniões acerca deste tema, mas não quero deixar de partilhar a minha admiração pelo Freddie e os Queen e a surpresa que foi ver um filme genial sobre as suas histórias.

 

Oiço Queen desde que sou gente. Felizmente, os meus pais incutiram-me um excelente gosto musical! Por isso mesmo, ver este filme só faria sentido se estivesse na companhia deles. Assim foi e eles gostaram tanto quanto eu. Escusado será dizer que, depois disso, passámos uns dias a cantar as músicas do filme e, esporadicamente, dois ou três Galileos, muito desafinados!

 

Mesmo sendo fã da banda, não fazia ideia de muitos dos pormenores da vida pessoal de Freddie ou dos outros elementos de Queen. Bem sei e muito se fala que o filme não retrata de forma fiel os acontecimentos, mas no fim, não acho que nada disso tenha tirado o mérito merecido.

A caracterização do Rami Malek estava genial, mas o que me conquistou foi a sua postura - na minha opinião, muito à la Freddie Mercury. Valeu-lhe um Óscar, pois está claro! O Gwilym Lee, no papel de Brian May, surpreendeu-me pelas semelhanças físicas tão evidentes. E o Roger Taylor, interpretado por Ben Hardy, estava gato demais!

 

Fãs ou não de Queen, todos deviam assistir a este filme. E, segundo li por aí, a banda está a planear uma sequela de Bohemian Rhapsody. Será verdade? Venha ela!

Pág. 1/2